sexta-feira, 20 de junho de 2008
Mercosul e UE não avançam em diálogo comercial
Blocos não conseguiram superar diferenças em reunião no Peru.
Europeus cobram concessões para flexibilizar política agrícola.
A União Européia (UE) e o Mercosul não conseguiram superar suas divergências para avançar nas negociações de um acordo comercial em uma reunião realizada neste sábado (17) em Lima, que foi concluída com uma declaração conjunta de boas intenções com vista na Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).
O maior obstáculo das negociações entre Bruxelas e o Mercosul, integrado por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, está nas tarifas industriais e agrícolas.
Durante a reunião, liderada pela presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e pelo presidente da Comissão Européia (CE), José Manuel Durão Barroso, ficaram evidentes as diferenças entre os dois blocos.
Em uma de suas intervenções, Barroso advertiu à presidente argentina de que o Mercosul não vai conseguir que a UE flexibilize sua postura na troca agrícola se não fizer concessões no campo de indústrias e serviços.
"Se não houver concessões no âmbito industrial, não será possível que os países da UE dêem seu sinal verde a reduções no âmbito agrícola. Nem dentro da OMC nem no marco bilateral", advertiu o presidente da CE.O Mercosul não se nega a rever suas tarifas industriais e insistiu em que "a discussão está no quanto" e deve levar em conta as diferenças econômicas e sociais existentes entre cada um dos blocos.
fonte: g117/05/2008 - 16h34 - Atualizado em 17/05/2008
Mercado Comum do Sul - é um bloco econômico criado em 1991, pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai baseado no Mercado Comum Europeu com o objetivo de reduzir ou eliminar impostos, proibições e restrições entre seus produtos.
Em 2004, os países chamados andinos como o Chile, Bolívia, Equador, Colômbia e Peru se associaram ao MERCOSUL.
Em 2002, o MERCOSUL foi afetado pela situação econômica da Argentina, o que levantou grandes rumores acerca de uma possível relação com os Estados Unidos a fim de fragilizá-lo.
Em 2004, a Argentina passou a ter atitudes contrárias às estabelecidas e assinadas no acordo fazendo com que a expansão do MERCOSUL fosse prejudicada e adiada.
Em 2005, a Venezuela buscou sua adesão ao acordo, mas teve que cumprir algumas exigências, como adotar a TEC – Tarifa Externa Comum. Esse acordo beneficiou as ligações comerciais e financeiras entre os países parceiros, já que houve implantação de indústrias filiais em países parceiros e ainda o grande crescimento turístico entre os mesmos. O Brasil assumiu a liderança do bloco econômico e a Argentina assumiu a segunda colocação. O Brasil exporta, principalmente para os países parceiros, automóveis bem como suas peças de manutenção, bebidas, cigarros, café, açúcar, aparelhos eletrônicos, óleos e calçados. Apesar das considerações feitas ao MERCOSUL, apenas o Chile cresceu economicamente acima da média mundial. As duas potências do MERCOSUL, o Brasil e a Argentina cresceram menos que a média mundial.
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